A Argentina está afundando de vez com a esquerda de Alberto Fernández no governo do país

13/01/2020

A imagem de agricultores destruindo as lavouras na Argentina, correu o mundo. Mas isso era só o começo de uma crise já esperada. Afinal o tal socialismo de esquerda só trás desgraça e miséria por onde passa. Não foi sem aviso, pois afinal as eleições foram depois de quase um ano da virada para a direito no Brasil, com pleno sucesso, o que poderia servir de exemplo para os argentinos na hora de votar.

Não só isso, os argentinos já vinham de uma crise profunda provocada há anos pela esquerda que chegou a um nível de pobreza nunca visto antes naquele país. Mas de nada adiantou. A emoção foi maior que a razão.

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Agora a crise toma um caminho praticamente sem volta. Ainda mais agravada pela comprovada incompetência de Cristina Kirchner, "o Lula da Argentina", pois na verdade o presidente Alberto Fernández, é o poste de uma espécie de ditadura disfarçada.

O pior de tudo aconteceu neste início de ano atingindo a população que mais precisa de um governo estável. O congelamento das aposentadorias atingiu metade dos aposentados. Ficando de fora os privilegiados ligados ao governo; pessoal do poder judiciário, diplomatas, ex-assessores, enfim, os que menos precisam de aposentadoria.

O golpe fatal para resto da população veio com o retorno do IVA, um imposto que por lá, incide diretamente sobre os produtos alimentícios entre outros, o que atinge o poder de compra do povo e causa desemprego. E a taxação foi mesmo abusiva 41,3% no preço final dos alimentos. Um jornal da Argentina dá uma exemplo: Num valor de $ 3.007,50 referente ao que paga uma família típica pela compra de 10 produtos alimentícios, $ 1.249,89 são de impostos.

Estes são apenas pequenos exemplos da crise. O governo tem ainda o abacaxi da dívida externa gigantesca ao FMI, que inclusive estará visitando o país para estudar a situação do calote.

Não bastasse esse sofrimento do ponto de vista econômico, os argentinos enfrentam todas as mazelas típicas de uma esquerda comunista há anos, como a ideologia de gênero, feminismo, aborto, falta de religiosidade, avanço de liberdade de movimentos ante éticos, algo semelhante ao que vinha acontecendo aqui no Brasil com o governo do PT.

Há algumas diferenças entre Brasil e Argentina, que levam aquele país a um afundamento tão rápido. O primeiro está ligado à própria produção geral do país. A Argentina não é um país diversificado como o Brasil, ou seja, sua produção natural relativo a agro pecuária e mineral, é limitada. Há no país grandes extensões de terras improdutivas em regiões da Patagônia por exemplo. Por outro lado, é um povo que, ao contrário dos brasileiros, age muito pela emoção. E isso leva a escolha de caminhos errados como sucedeu nesta última eleição, onde o lado emocional, ligado à Cristina e aquele lado peronista do passado prevaleceu, mesmo se sabendo de antemão quais seriam os resultados. Em resumo; o argentino é um teimoso difícil de corrigir.

Com relação ao aspecto emocional, pode-se dizer que o brasileiro é totalmente o oposto. A prova é que com o mesmo entusiasmo que apoiaram Lula anos atrás, souberam agora joga-lo na lata do lixo sem pensar duas vezes. O mesmo deveriam ter feito os argentinos, não fosse o lado emocional, pois o que pesa de corrupção e falcatruas nas costas de Cristina deixa até o Lula com inveja.

Com relação ao Brasil, há algumas preocupações. Uma delas, a questão do trigo que vem da Argentina. Se as coisas se complicarem demasiado por lá, pode haver repercussão por aqui. O turismo também pode ser afetado. Provavelmente os argentinos que estarão por aqui nos próximos anos serão apenas os muito ricos.

Por outro lado, o estado do Rio Grande do Sul pode se preparar para receber inúmeras indústrias internacionais que estão na Argentina e que mudarão de endereço rapidamente.

A questão do Mercosul, se continuar de pé, permitirá uma enxurrada de argentinos entrando no Brasil apenas com o RG sem maiores entraves. O problema é que argentino não gosta de trabalhar duro como os brasileiros, e ficarão encostados em sub empregos, artesanatos, etc.

No dia 31 de janeiro os ministros das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, e do Brasil, Ernesto Araújo, tem um encontro em Brasília.

Bolsonaro, nas ocasiões que teve, não deixou dúvidas sobre sua opinião sobre o domínio da esquerda naquele país. Assim, o pessoal do governo argentino tem sempre um certo receio ao ter que se confrontar com o governo brasileiro; "Do nosso lado, estamos trabalhando forte para que a relação volte à normalidade. Mas cada vez que aparece um tuite do presidente brasileiro gelamos e achamos que voltamos à estaca zero", disse um assessor, sob a condição do anonimato.

Não é para menos. Lembremos que a Argentina, com crise ou sem crise está ligada como forte membro do terrível Foro de São Paulo, o que desagrada totalmente não só ao presidente Bolsonaro, mas a toda a população de direita do Brasil.

Essa herança nefasta do Lula, o Foro de São Paulo, estragou não só o Brasil, mas vários dos países sul americanos, que só agora estão conseguindo aos poucos se libertar, principalmente inspirados pelo grande sucesso do governo Bolsonaro em tão pouco tempo.

Para quem teimar em se manter fiel à essas ideologias, só resta pagar o preço que é a fome, a pobreza extrema, as repartições sucateadas, o ensino deturpado, a imoralidade e perversão de toda espécie, a corrupção desenfreada e todos os males que se possa imaginar. Se os argentinos escolheram esse caminho, só resta agora aguentar o sofrimento até que chegue as próximas eleições. Isso se não for tarde demais, pois uma vez no poder, esse pessoal de esquerda não quer sair nunca mais. (Leonardo Bezerra)(Fontes: La Nación, Clarín, La Prensa)