Bolsonaro esclarece em rede de TV a saída de Moro e desmente suas acusações

25/04/2020

Depois de uma tarde tensa para todos os bolsonaristas, Bolsonaro trás tranquilidade e uma vez mais a verdade prevalece e a frase; "Bolsonaro tinha razão", uma vez mais ganha relevo. Moro abandonou Bolsonaro no pior momento e por causas fúteis que muito bem podiam ser contornadas com bom senso, entretanto prevaleceu seu orgulho ou interesses que só o tempo comprovará.

Na verdade, Moro vem perdendo prestígio a cada dia que passa; presos sendo soltos em grande quantidade, STF interferindo em suas decisões, investigações simples nunca concluídas ou abandonadas como o caso Adélio e do porteiro do condomínio da casa de Bolsonaro no Rio de Janeiro e muito mais. Talvez fosse mesmo o momento adequado valendo-se da saída do diretor da Polícia Federal.

Trechos da fala de Jair Bolsonaro em rede de TV:

"Estou decepcionado e surpreso com seu comportamento. Não se dignou a me procurar e preferiu uma coletiva de imprensa para comunicar sua decisão", disse Jair Bolsonaro sobre Sergio Moro ao ler hoje um pronunciamento oficial sobre a saída do ex-juiz do governo.

Meu compromisso é com o Brasil e com a democracia. Sempre dei plena liberdade aos meus ministros, sem abrir mão do meu poder de veto e da minha autoridade como presidente da República. Sempre mantive diálogos republicanos com todos os meus ministros. Temos discordâncias e convergências, mas em qualquer situação mantive o respeito à opinião de todos. Sempre fui leal a eles.

Ontem, mais uma vez conversamos com o ministro Sergio Moro sobre a substituição na Polícia Federal. Esperava, em conjunto com o senhor ministro, definir um nome para dirigir a instituição, ainda que, pela lei, essa seja uma prerrogativa do presidente da República.

Estou decepcionado e surpreso com seu comportamento. Não se dignou a me procurar e preferiu uma coletiva de imprensa para comunicar sua decisão. Meu compromisso é com a verdade, sem distorções. Não são verdadeiras as insinuações de que eu desejaria saber sobre investigações em andamento. Nos quase 16 meses em que esteve à frente do Ministério da Justiça, o senhor Sergio Moro sabe que jamais lhe procurei para interferir nas investigações que estavam sendo realizadas. A não ser aquelas, não via interferência, mas quase como uma súplica, sobre o Adélio, o porteiro e o meu filho 04.

Sobre a exoneração do doutor Valeixo, diretor-geral da Polícia Federal, pela Lei 13.047/2014, é prerrogativa do presidente da República a nomeação e exoneração do diretor-geral, bem como de vários outros cargos da administração direta. A exoneração ocorreu após uma conversa minha com o ministro da Justiça, pela manhã de ontem.

À noite, eu e o doutor Valeixo conversamos por telefone e ele concordou com a exoneração a pedido. Desculpe, senhor ministro, o senhor não vai me chamar de mentiroso. Não existe uma acusação mais grave do que um homem como eu, militar, cristão e presidente da República, ser acusado disso. Essa foi a minha conversa com o doutor Valeixo.

Mais ainda: não só a imprensa publicou no dia de ontem e de hoje, bem como entre aspas, o doutor Valeixo, em contato com a Superintendência do Brasil, comunicando que estava cansado, que desde janeiro queria sair. Então não foi uma demissão que causasse surpresa a quem quer que fosse.

A PF é uma instituição de Estado, ela deve se conduzir de acordo com a Constituição Federal e as leis do país, não importa quem as conduza. Não abro mão disso. Não existe possibilidade de interferência na Polícia Federal. Sua própria estrutura e seus profissionais garante autonomia de suas investigações. Essa autonomia é inerente à instituição, independente de governos.

Não posso aceitar minha autoridade confrontada por qualquer ministro. Assim como respeito a todos, espero o mesmo comportamento. Confiança é uma via de mão dupla. Continuarei fiel a todos os brasileiros. Seguirei no combate à corrupção, às organizações criminosas e no trabalho para redução da criminalidade.

O governo continua, o governo não pode perder sua autoridade por questões pessoais de alguém que se antecipa a projetos outros.

Travo o bom combate. A minha preocupação é entregar o Brasil para quem vier me suceder no futuro, bem melhor que recebi em janeiro do ano passado. Confio nos meus ministros, nos servidores públicos que têm nos ajudado a vencer a esses obstáculos. O Brasil é maior que qualquer um de nós. Este é o nosso compromisso, este é o nosso dever de servir à pátria.

A pátria vai ter de cada um de nós o seu empenho, o seu sacrifício, e se possível, se for necessário, o teu sangue para defender a democracia e a liberdade.

O meu muito obrigado a todos os senhores."

Com certeza mais uma vez Bolsonaro vai sair vitorioso pois Deus está com o povo brasileiro. Cabe a cada brasileiro de direita lembrar que votaram em Bolsonaro e não em ministros. (Leonardo Bezerra) DEIXE SEU COMENTÁRIO