Fim do MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra

02/12/2019

MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é um movimento de ativismo político e social . De inspiração maxista teve origem na oposição ao modelo de reforma agrária organizado pelo regime militar, principalmente nos anos de 1970, que priorizava a colonização de terras devolutas em regiões remotas, com objetivo de exportação de excedentes populacionais e integração estratégica.

No perído chamado de o milagre brasileiro no Regime Militar, intensificou-se o êxodo rural com o abandono do campo pelas pessoas atraídas para as cidades onde havia farta oferta de emprego. O desenvolvimento urbano industrial era tão intenso e rapido que habesolvia toda a mão de obra vinda do campo. Isto esvaziou o campo com as migrações chegando a mais de 30 milhões de camponeses.

Na década de 1980, a economia brasileira entrou em crise e as pessoas provenientes do campo em grande parte ficou desempregada. Muitas dessas pessoas não resistiram ao desemprego e subempregos e se mobilizaram para voltar para o campo. Isto gerou tensão porque com a mecanização do campo com o uso de maquinária agricola, já não era possivel o emprego de tantas pessoas.

Em 1984, quando a tensão na busca pela terra com o retorno das pessoas ao campo, era grande, apoiados pela Comissão Pastoral da Terra, da Igreja ligada à Teologia da Libertação, os trabalhadores rurais e outras organizações reuniram-se em Cascavel, Paraná para fundar o atual MST.

O movimento que de início ainda era de certa forma pacífico, ganhou força total com os governos de esquerda a partir do Governo de Fernando Henrique Cardoso e veio a ter seu auge no Governo Lula

Os governos de esquerda não só apoiaram totalmente o Movimento como o promoveram descaradamente. E com isso o movimento se tornou totalmente político. Junto trouxe todo tipo de erro como invasões em fazendas legalizadas e produtivas, agressões e até mortes durante todos esses anos.

Nos anos do PT no poder, o movimento se tornou sanguinário e o terror dos produtores rurais. Por onde passavam deixavam um rastro de devastação com as invasões forçadas. As leis de proteção a propriedade parece que de nada valiam nesse período. Em termos de produtividade esses assentamentos representavam um mínimo comparado com a industrialização do campo por parte dos verdadeiros pecuaristas.

O início da queda desse movimento que se tornou nefasto e injusto atrapalhando aqueles que de verdade querem investir no campo, só seu deu com o Governo Bolsonaro. O primeiro passo foi a parada com novas invações e em seguida veio a fase da reintegração de posse aos verdadeiros donos, que é a fase atual.

O momento é de total desarticulação desse movimento que só trouxe desgraças e atraso ao país. No Governo Bolsonaro não houve nenhuma invasão, os poucos que tentaram foram recebidos de forma energica pelos pecuaristas e desistiram sabendo que a Lei agora é outra. (Leonardo Bezerra)