Mandetta; um Cavalo de Troia dentro do Governo Bolsonaro

06/04/2020

Não é a primeira vez que Bolsonaro se decepciona com um ministro, que aparentemente era de direita mas aos poucos foi mostrando suas garras vermelhas. Não se sabe se por interesses em atender seus amiguinhos da Câmara e do Senado ou por vaidade com finalidade de alçar voos políticos maiores ou ambas, mas a verdade é que o ministro Mandetta trai o presidente agora já de maneira descarada e direta.

No encontro informal de Bolsonaro com alguns religiosos para falar sobre jejum da quaresma, o presidente deixou claro que vai usar sua caneta em breve contra aqueles que se acham os maiorais. Sua irritação com o ministro vem se agravando há muito tempo.

Mandetta desde um primeiro momento já não mostrou seguir o pensamento de Bolsonaro que é o de limpar o Ministério, a chamada despetização. Não modificou nada, deixando a turma da esquerda continuar em cargos influentes dentro do Ministério da Saúde. Esse ministério inclusive vinha sendo mais comandado por Maia, que pelo presidente. Assim, a primeira coisa a ser feita seria a troca sumária principalmente das lideranças.

Quando um presidente escolhe um ministro é esperado que no mínimo esse fale a mesma língua, ou seja, se alinhe ao pensamento e forma de governo do presidente, o que não tem acontecido com alguns ministros, como a o próprio Mandetta, a Regina Duarte e outros, que fingem não entender esse ponto tão importante.

Nenhum presidente quer encher seus ministérios com inimigos, muito menos Bolsonaro, que preferiu não escolher políticos e sim especialistas.

Alguns pontos bem básicos tem denunciado Mandetta diante de Bolsonaro e diante dos brasileiros que apoiam Bolsonaro: "Mandar obedecer governadores, não promover a retirada dos esquerdistas do ministério, revalidação de médicos cubanos, discordância declarada ao presidente, conchavo com Rodrigo Maia, Alcolumbre e governadores", e a lista é grande.

Mandetta elogiado pela imprensa, que logo viu no incauto ortopedista um "pavão", deu-lhe tanta corda que logo este viu a possibilidade de ter entrado no ministério como ortopedista e simples ministro desconhecido e sair até como presidenciável.

E assim, "o pavão", chegou ao extremo de criticar seu chefe desqualificando seu discurso para agradar a mídia. O ministro cometeu o mais grave e imperdoável dos erros, a "deslealdade".

O ministro que sugeriu em e-mail que no meio do caminho havia uma pedra; "Bolsonaro", deixa indignados os milhões de brasileiros que depositam sua confiança absoluta em seu presidente.

Assim, nada mais justo que a demissão sumária desse "Cavalo de Troia" que acha que não há outro médico melhor que ele para substituí-lo. Que fique com seus amiguinhos esquerdistas, de onde nunca deveria ter saído pois para atrapalhar já tem gente demais.

A ideia de Bolsonaro da quarentena vertical ganha força a cada dia. Cabe lembrar que o Brasil é um país quase falido e que não pode sustentar por muito tempo a ajuda em dinheiro aos necessitados. Enquanto países ricos, como Estados Unidos, podem dar 600 dólares por semana para quem fica em casa, no Brasil, para se conseguir os R$ 600,00 por mês já é um sacrifício.

A população do bem deve ficar atenta pois os governadores inimigos como o de São Paulo, vão fazer de tudo para prorrogar a quarentena horizontal ao máximo possível com o único objetivo de prejudicar o governo.

Vão declarar com palavras bonitas que estão fazendo isso em favor da vida, quando na verdade é em favor da morte e do caos que promoverão no Brasil se as pessoas não voltarem a trabalhar com urgência. (Leonardo Bezerra)