O Covid-19 já estava no Brasil bem antes de fevereiro; mas foi silenciado para não atrapalhar o carnaval

04/04/2020

A verdade vem à tona. Ministério da Saúde revelou dia 2, quinta-feira que o primeiro caso de coronavírus no Brasil foi verificado em 23 de janeiro. Claro que dessa data até o carnaval em 24 e 25 de fevereiro, um mês completo, seria impossível que não surgissem outros casos. Mas disso ninguém falou para não atrapalhar o carnaval.

Foi uma irresponsabilidade muito grande por parte de prefeitos e governadores, os mais interessados no dinheiro proveniente do turismo gerado pelo carnaval.

Além de provocar a maior aglomeração que acontece no Brasil todos os anos, propiciando a transmissão da doença com os infectados que já existiam por aqui, trouxe uma enxurrada de turistas dos países mais infectados como Itália, Espanha e muitos outros.

O Ministério revelou também que o primeiro caso foi um homem de 61 anos que veio da Itália e que havia outros 20 casos em investigação.

Hoje, uma simples frase de Bolsonaro falando da necessidade das pessoas voltarem a trabalhar é tida como uma tremenda irresponsabilidade, e alardeado pela mídia como se fosse o maior crime. Entretanto esquecem esse verdadeiro crime de responsabilidade cometido por autoridades que mesmo sabendo dos nefastos e inevitáveis riscos do carnaval, nada fizeram além de ocultar os fatos.

Agora esses mesmos governadores, de São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente, justamente os dois estados com maior incidência, perseguem o presidente e dão uma de santinhos como se nada tivessem a ver com o grande contágio em seus estados.

O carnaval é tido por muitos turistas estrangeiros, e com razão, não apenas numa festa popular, com os desfiles, etc. mas sim como o chamado "turismo sexual". Uma grande maioria vem atraído justamente por esse apelo e claro que isso iria deixar um rastro de contágio principalmente nas cidades litorâneas onde há todas as facilidades para essa atividade.

Esses mesmos santinhos irresponsáveis silenciam como se carnaval não tivesse nada a ver com coronavírus ou não tivesse ocorrido bem no auge da doença em outros países. A doença deu as caras de vez no país, justamente logo depois do carnaval e o primeiro caso oficial antes dessa descoberta do Ministério, ocorreu em 26 de fevereiro e desde então não parou mais.

Autoridades estaduais e municipais, em vez de tentar fazer o máximo para minimizar os efeitos dessa tragédia, agem ao contrário, alardeando de todas formas possíveis e mantendo as pessoas em jovens e sadias em prisão domiciliar com o único objetivo de causar o caos financeiro no país.

Fato igualmente terrível aconteceu nesta semana com a divulgação de uma foto do cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, com centenas de covas abertas, como que esperando os cadáveres. Essa foto foi parar no "The Whashigton Post", dos Estados Unidos, que fez o maior alarde e críticas sobre o assunto. O Brasil não precisava disso. Bolsonaro se manifestou da seguinte forma em programa da Rádio Jovem Pan:

"Que vergonha, prezado prefeito Bruno Covas, Buscar o sensacionalismo em cima de algumas pessoas que perderam suas vidas por ocasião da possível contaminação do vírus."

Segundo o presidente, isso não é medida de prevenção ou de precaução.

Os irresponsáveis que promoveram o carnaval não tem moral para acusar o presidente de nada, mesmo porque não há nenhum motivo, mas o fazem o tempo todo com objetivos políticos e interesseiros. A resposta do povo virá inevitável e certeira nas eleições onde nunca mais elegerão esses interesseiros que só querem a destruição do Brasil. (Leonardo Bezerra)