Próximo de meio milhão de pessoas recuperadas do Covid-19 no mundo, mas disso ninguém fala

14/04/2020

Se há um assunto "tabu" na mídia brasileira é falar sobre recuperados e curados do coronavírus. O negócio por aqui "e morte". Se não for internamento ou morte não interessa. E o grande terror dos pessimistas de plantão é "hidroxicloroquina". Essas informações não interessam para quem quer subir na política ou voltar à corrupção num momento em que a licitação de compras está livre.

Para muitos políticos, que tanto falam em nome da vida, quanto mais gente morrer melhor. Assim conseguem assustar o povo e mantê-lo preso, além de ter argumento para prorrogar a quarentena ao máximo.

Para se ter uma ideia; enquanto o resto do mundo se preocupa com pesquisas sobre número de curados, por aqui a preocupação é pelas mortes. Inclusive exagerando a contagem com famosos casos de óbitos falsos que andam aparecendo todos os dias.

De toda maneira, (pena que os pessimistas não vão ler este artigo) dados do mapa da Microsoft, indicam que hoje, terça-feira (14), 453.289 das pessoas no mundo que contraíram a doença se recuperaram. Isso representa próximo de quatro vezes o número de mortes que foi de 119.686 em todo o mundo.

Cabe lembrar que destas que morreram. Uma grande quantidade inevitavelmente iam morrer nestes dias mesmo que não existisse o surto da doença. Eram pessoas de muita idade e outras com graves doenças que diante da primeira gripe simples morreriam. Mas todos ficaram na contagem do coronavírus.

Segundo os mesmos dados já referidos, a China teve 77.525, a Espanha 62.391, Alemanha 51.853 e Estados Unidos 31.340, entre outros.

No Brasil, enquanto há uma ânsia e especialistas na contagem de mortes e infectados, não há uma política de contagem dos curados mesmo porque a maioria de curados está ligada à hidroxicloroquina, que não interessa nem um pouco ao ministro Mandetta nem aos governadores que desejam prorrogar a quarentena.

De toda maneira, os poucos dados existentes indicam que até dia 13, 1.524 pessoas tiveram alta no estado de São Paulo, onde há a maior incidência do vírus.

O número de pessoas que nunca pegam coronavírus também não interessa. Para dar um exemplo, há milhares de caixas de supermercados, atendentes de postos de gasolina e muitos outros profissionais que pelo visto são imunes, pois trabalham o dia todo em meio às pessoas, mesmo em dias anteriores nos quais ninguém usava máscara e mesmo assim, ninguém nunca ouviu falar de um desse profissionais contaminados.

Para as autoridades o vírus é especialista em escolher vítimas; são os atendente de lojas e seus donos, menos as lojas de materiais de construção e padarias, pois para as autoridades esses são imunes, os camelôs, os prestadores de serviços, as mulheres que andam sozinhas pelas ruas, menos as que estão no meio da turma da cracolândia, estas também são imunes, as pessoas que tentam andar pelo calçadão das praias, menos os artistas da Globo, estes podem pois são imunes.

Aquela turma que espera o presidente na saída do palácio também não pode, estão todos errados, mas os jornalistas podem, pois são imunes. Acorda Brasil.

O governador Dória quer até prender as pessoas que andem pelas ruas. Menos as imunes é claro. De toda maneira, falar de pessoas que simplesmente não são infectadas é um tabu. Assim como falar de hidroxicloroquina e de número de pessoas curadas e que saem dos hospitais diariamente. (Leonardo Bezerra)