Rodrigo Maia quer ser presidente a qualquer custo e o povo que se dane

21/04/2020

Roberto Jefferson denuncia ainda no domingo à noite a trama de Rodrigo Maia contra Bolsonaro que já no início da semana não era mais segredo para ninguém. Por outro lado, o povo segue em desespero pois começa a perceber que os generais não despertam por mais que se grite. Cercados por coronavírus, desemprego e falta de recursos o povo não recebe apoia de nenhum lado e começa a perceber que está só.

Parece que até o direito às manifestações lhes serão tiradas. Gilmar Mendes, em entrevista a Globo News, defende a quebra de sigilo telefônico e bancário "dos bolsonaristas que participaram dos atos de domingo". Pelo visto a tarefa vai ser grande, pois foram milhões de pessoas em todo o Brasil.

Todos falam em democracia, mas é o que menos praticam nos últimos dias. Além dessas ameaças, os governadores não só ameaçam como também colocam em prática inúmeros atos contra o povo que ferem diretamente a constituição.

O caso do Maia é ainda mais grave. Segundo Roberto Jefferson, o deputado pretende fazer uma troca com a oposição, permitindo a votação de impeachment de Bolsonaro em troca da PEC 101 que lhe permitiria permanecer como presidente da Câmara por mais dois anos a partir de 2021.

Como se sabe, seu mandato termina este ano como presidente da Câmara. Se não houver nenhuma tramoia ele estará fora. Certamente não será eleito para mais nada pelo povo, faz de tudo para permanecer grudado ao poder derrubando quem estiver pela frente, mesmo que prejudique milhões de brasileiros.

Analisando-se melhor o procedimento do silêncio dos generais, chega-se à conclusão do seguinte:

Há uma grande diferença entre os generais de 1964 e mesmo a situação que se apresentava naquela época. Se deixassem o comunismo tomar conta do país, iriam perder seus cargos, poderiam ser expulsos ou até mortos.

Atualmente a situação é diferente. Se Bolsonaro cair e o país passar novamente para as mãos da esquerda, eles não perdem nada. Continuam em seus postos, inclusive os que estão ligados ao governo. Muitos deles foram inclusive promovidos nos governos Lula e Dilma e há vários amigos de petistas influentes.

Se encontram divididos. Um grupo, que chegaram até mesmo a participar das manifestações, que desejam sim uma varredura completa dos políticos corruptos. E outro grupo mais ameno que concordam com as manifestações apenas ao que se refere a um relaxamento da quarentena.

O pior de tudo, é que o grupo que não deseja a varredura total, e neste se inclui até Bolsonaro, usam sempre o termo "quebra da democracia" para se referir ao fechamento do Congresso e STF. Parece que esse grupo tem medo de se expor ao mundo como anti-democráticos. Mas não veem a verdadeira quebra da democracia que já está existindo com Câmara e STF e governadores mandando no país sem a participação do governo. Isso já não é democracia, é baderna. Mas parece que ninguém vê.

Assim, para nós pobre povo, as forças militares só vão intervir se houver uma revolução sangrenta e terrível por parte do povo. Terão que de toda maneira pôr ordem na casa. Enquanto isso, para eles tanto faz estar no poder Bolsonaro, Maia ou qualquer esquerdista da pesada.

Os filhos deles não estudam em escolas sujeitas as aberrações da esquerda. Desconhecem o que é o desemprego, o que é depender de hospitais públicos, o que é morar em dois cômodos apertados, pegar conduções lotadas e atrasadas, nunca poder dar aos filhos o que pedem. Esses homens podem se dar ao luxo de não entender o que as multidões lhes imploram. (Leonardo Bezerra) DEIXE SEU COMENTÁRIO